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Mostrando postagens de novembro, 2018
A filiação de Freud ao estatuto das ciências naturais, bem como a articulação entre enfoque quantitativo e qualitativo que o aparelho neurológico  demanda. Para explicar seu projeto, Condillac recorreu a um expediente curioso: postulou um ser revestido de mármore, uma estátua desprovida de  qualquer experiência sensível, ou sensações. Na experiência, o  filósofo estaria sempre supondo que a estátua inicialmente só disporia de uma única estrutura: a partir do olfato. A partir do olfato, a primeira experiência foi pensada. Esse ponto de partida tem para Condillac o propósito de sustentar que os sentidos realmente se diferem. Pela repetição da experiência torna-se possível a atenção, a comparação, a recordação. Se o homem não tivesse qualquer interesse em se ocupar de suas sensações, as impressões que lhe fizessem os objetos passariam como sombras e não deixariam nenhum traço. Depois de muitos anos, ele seria como no primeiro...
Função do pai em psicanálise e suas relações com a cultura. Totem e Tabu é uma expressão celebrizada por Freud em 1913 no título de um seu livro sobre antropologia que examina as origens da cultura e da civilização. O termo “totem” remete para o que então se pensava se ruma forma de religião “primitiva” em que se adoravam os antepassados representados no totem. A noção de “tabu” está ao totemismo intimamente ligada na medida em que exprime alguns dos preceitos e interditos que o sistema totémico tende a instituir. Capítulo I (p.7) Se conhece o homem pré-histórico pelos seus vestígios e impressões. Ele é, em certo sentido, nosso contemporâneo. Assim, se considera os chamados de selvagens ou semisselvagens se nas suas vidas pudermos reconhecer um estágio anterior e conservado de nossa própria evolução. Se a premissa for correta, uma psicologia dos povos da natureza, da etnografia, e a psicologia dos neuróticos, da psicanálise, mostrará várias coincidências. Para fazer a comparaçã...