UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO- UFES
Curso: Especialização em
Filosofia e Psicanálise
Disciplina: Amor
em filosofia e psicanálise
Prof.ª: Jorge
Augusto Silva Santos
Tutora: Cynthia Aparecida
Gonçalves
Aluna: Vanessa Ribeiro
Morelo
Polo: Castelo
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As paixões, portanto, apresentam-se na
seguinte ordem: amor, ódio, desejo, aversão, deleite ou alegria, tristeza ou
dor, esperança, desespero, medo, audácia, ira ou cólera. A classificação de
Tomás de Aquino inventaria as paixões da alma em toda a sua diversidade
específica, que se funda nas várias maneiras pelas quais o bem e o mal podem
ser motores a respeito das diferentes potências do apetite sensível. (p. 12)
“O bem precede naturalmente o mal, pelo fato
de que o mal é a privação do bem; logo, todas as paixões cujo objeto é o bem
são naturalmente primeiras em relação às paixões cujo objeto é o mal” (TOMÁS
DE AQUINO, Suma de Teologia I a -IIae,q. 25, a.2, resp.).
Vejamos em suma cada uma das paixões:
A paixão primeira e mais radical seria o amor; este, interligado a tudo que
remete o bem. O amor é um ato de apetência, é um ato do apetite sensitivo
“concupiscível”, ao passo que o amor é um ato da vontade. O objeto do amor é
o bem.
O ódio
seria o amor invertido. Se faz presente de algum modo em todas as paixões
referente ao mal. (p. 14)
O desejo
é o movimento do apetite concupiscível para o bem ausente simplesmente
considerado. Chama-se também “concupiscência”; (p. 14)
A aversão
corresponderia ao desejo na linha do mal, se refere ao mal ausente. Se opõe
ao desejo ou à cobiça. Assemelha-se ao “não querer”. (p. 14)
O deleite
tem como próprio objeto o bem-amado (por exemplo, a saúde) enquanto realmente
presente. Implica certo repouso da afetividade. Algumas classes de bens
amados: bens úteis, bens deleitáveis, bens virtuosos, bens viciosos, etc. (p.
14)
A dor
é um afeto contrário ao deleite. Refere-se ao mal presente. É como um repouso
forçado em um mal odiado. (p. 14)
A esperança
é o movimento afetivo de acesso a um bem árduo e considerado como. Pressupõe
o amor e o desejo de um bem difícil. (p. 14)
O desespero
é uma negação da esperança. O sujeito desesperado se afasta do desejo de
querer. (p. 15)
O medo
se refere ao mal árduo ausente e ameaçador. (p. 16)
A audácia
versa sobre o mal do medo, mas “força-nos” a aproximar-se do medo para
superá-lo. (p. 16)
A ira
é uma paixão composta pela tristeza da injustiça sofrida juntamente com o
desejo esperançoso de vingar ou reparar tal injustiça. (p. 16)
Responder
as questões das atividades propostas do livro texto. Pág. 18.
O que significa “desejo” para Tomás de
Aquino?
Para
Tomás de Aquina, o desejo é um movimento do apetite concupiscível para o bem
ausente simplesmente considerado. Também chamado “concupiscência”; mas este
termo é menos claro que o de “desejo”.
O desejo é a terceira paixão na ordem da aparição, depois do amor e do
ódio. Estas duas paixões têm como objeto próprio o bem (amor) ou o mal
(ódio), o desejo é para Aquino uma paixão intermediária: é um movimento
afetivo que supõe a complacência amorosa no bem, e tende à posse gozosa do
mesmo. O desejo é ato do apetite concupiscível que tende ao bem ausente, de
tal modo que o desejo é um uma paixão do apetite concupiscível que tende para
o bem ausente.
Quais as relações entre o desejo e os outros
afetos?
O objeto próprio do amor é o bem simplesmente
considerado, já o desejo só tem como objeto próprio o bem simples enquanto
ausente. O movimento afetivo segue um processo circular: passa-se do amor ao
fim ao desejo dos meios ordenados ao mesmo.
A atividade afetiva se inicia no desejo, e
termina no amor consumado. E nesse sentido pode-se dizer que o desejo é como
um amor imperfeito que tem para o gozo o amor perfeito.
Explique o que é a moralidade do desejo.
A moralidade do desejo depende dos objetos
(bons ou maus moralmente) que desejamos, assim como do modo de nossos desejos
(moderados ou imoderados), da condição do sujeito desejante e de outras
várias circunstâncias. É natural e bom o desejo da felicidade. Mas pecamos
quando buscamos a felicidade perfeita nas criaturas e não em Deus. Quem
coloca em Deus sua felicidade última deve ordenar todos os seus desejos para
este fim. E nunca devemos usar meios ilícitos sob o pretexto do fim bom (por
exemplo, não devemos roubar para dar esmola). O homem tem “concupiscências”
ou desejos carnais que são contrários aos desejos espirituais do mesmo. Ao
falar sobre a moral do desejo, São Tomás de Aquino da um verdadeiro show ao
mostrar não somente com a Doutrina Cristã, mas com estudos sobre o desejo e a
moral, mostrando que o homem não deve ser escravo dos seus desejos e que eles
não são inimigos do homem, mas feitos para ser desfrutados na hora certa.
Explica de forma belíssima as virtudes escondida na castidade, sem negar a
fé, fala das concupiscências que carnais que afastam o homem de Deus.
Qual é o papel das paixões para a perfeição
moral segundo Tomás de Aquino?
O amor Para Tomás de Aquino
é a primeira das paixões concupiscível. Quando o objeto amado é possuído, ele
é a fonte de prazer; todavia, quando ainda está distante, o sentimento que
prevalecente é o de desejo.
“O fenômeno passional é comum ao homem e aos
animais. Do ponto de vista do homem, as paixões têm em particular o fato de
que podem ser movimentos livres, isso na medida em que a vontade tem um poder
sobre o apetite sensível, enquanto, nos outros animais o movimento segue
imediatamente o apetite do concupiscível e do irascível”. Santos (2017, p.27)
As paixões no homem são “seguradas pela
razão”, são atos humanos que podem intervir na perfeição e moral do homem. Na
relação das paixões com a razão, que se dá sua contribuição para a perfeição
ou a imperfeição moral do homem: Essas paixões consideradas em si mesmas são
comum aos homens e aos outros animais, mas enquanto comandadas pela razão
elas são próprias ao homem (Suma de Teologia I a -IIae, q.24, a.1, ad 1)‟”.
O desejo em São Tomás de Aquino, não deixar
de ser um meio de nos levar a Deus, o controle dos nossos desejos está
diretamente ligado à nossa dignidade.
Bibliografia:
MURTA,
Alberto. MURTA, Claudia. SANTOS, Jorge Augusto Silva. Amor em Filosofia e
Psicanálise. Recurso eletrônico. UFES. 2017.
TOMÁS DE AQUINO, Suma Teológica. 9 vols. São
Paulo: Edições Loyola,2001ss.
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Curso de Pós Graduação em Filosofia e Psicanálise - para professores. Turma 02/2017 Universidade Federal do Espírito Santo Blog destinado à postagens de "orientação de leitura", ao final teremos um artigo científico acerca do tema "Fundamentos Filosóficos da Educação", quesito que será usado como avaliação final da disciplina que leva o respectivo nome.
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