Cinema e
Psicanálise- Conceitos psicanalíticos
Perdas e Danos - Reino Unido/França, 1992.
Tendo
um dos desfechos mais angustiantes da história do cinema, a trama retrata o
cotidiano de Stephen Flemming (Irons), um homem entediado com a mesmice da sua
rotina. Respeitado político do Parlamento Britânico, ele se apaixona pela noiva
de seu filho, a enigmática Anna (Binoche). Ela corresponde, ambos adentram numa
malha de obsessões e paixão desregrada que traz conflitos significativos e
consequências trágicas para a vida de todos naquela família.
Eles
iniciam um caso amoroso com encontros escondidos que acaba por começar a
caminhar de forma inconveniente, perto da sua esposa e do seu filho. Anna
desperta o lado obsessivo de Flemming quando se recusa a terminar o
relacionamento com o noivo.
Marty (Rupert Graves) é o filho. Ele é uma das “vítimas” da
situação, ao lado da mãe, Ingrid (Miranda Richardson), a
mulher vive em um casamento estagnado, motivação para Flemming sair da moral
familiar e regras sociais para se relacionar com a noiva do filho, uma traição
perversa e inaceitável.
Com
cenas visualmente interessantes, a personagem misteriosa possui um profundo
olhar distante que evidencia o seu perfil obscuro. Num determinado momento, uma
relação incestuosa com o irmão na adolescência é evidenciada. Quando arruma um
namorado, decide não manter mais o contato com o membro familiar, levando ao
desequilíbrio emocional, culminando em seu suicídio.
Focado no drama e aprofundamento psicológico
dos personagens. Perdas
e Danos é um filme que mergulha em diversas questões em torno
dos relacionamentos pessoais, como a infidelidade, a hipocrisia e a necessidade
de manter uma estrutura de família que talvez nem seja mais líquida, como se
convencionou dizer na contemporaneidade, mas gasosa, mediante a desconfiguração
de padrões que há algumas décadas era enrijecido e fixo.
O filme
aponta também a estratégia desse mito: manter essa promessa de felicidade,
afastando o impossível, uma das denominações do real para Lacan, ou
transformando-o em proibido. Freud já observara que o amor tende a funcionar
como modelo de busca da felicidade e reconhecera sua natureza ilusória no
sentido de consolar e tornar tolerável o mal-estar próprio do desejo humano.
o filme aponta também a estratégia desse mito: manter essa promessa de felicidade, afastando o impossível, uma das denominações do real para Lacan, ou transformando-o em proibido. Freud já observara que o amor tende a funcionar como modelo de busca da felicidade e reconhecera sua natureza ilusória no sentido de consolar e tornar tolerável o mal-estar próprio do desejo humano.
O filme aponta para a estratégia do mito do amor: manter a promessa de felicidade, afastando o impossível, uma das denominações do real para Lacan, ou transformando-o em proibido. Freud se preocupou em mostrar que o amor tende a funcionar como modelo de busca de felicidade e reconhece na natureza do ilusório o sentido de consolar e tornar tolerável o mal-estar próprio do desejo humano.
o filme aponta também a estratégia desse mito: manter essa promessa de felicidade, afastando o impossível, uma das denominações do real para Lacan, ou transformando-o em proibido. Freud já observara que o amor tende a funcionar como modelo de busca da felicidade e reconhecera sua natureza ilusória no sentido de consolar e tornar tolerável o mal-estar próprio do desejo humano.
O filme aponta para a estratégia do mito do amor: manter a promessa de felicidade, afastando o impossível, uma das denominações do real para Lacan, ou transformando-o em proibido. Freud se preocupou em mostrar que o amor tende a funcionar como modelo de busca de felicidade e reconhece na natureza do ilusório o sentido de consolar e tornar tolerável o mal-estar próprio do desejo humano.
No
filme, o amor-paixão se dirige ao outro como objeto, buscando complementaridade
e revelando sua raiz narcísica, ou seja, o sujeito ama para ser amado.
Acrescenta ainda que a paixão é a alienação do desejo no objeto.
Perdas e Danos (Damage) — Reino
Unido/França, 1992.
Direção: Louis Malle
Roteiro: David Hare, Josephine Hart
Elenco: Ian Bannen, Jeremy Irons, Juliette Binoche, Leslie Caron, Miranda Richardson, Rupert Graves, Peter Stormare, Leslie Caron, Jason Morell, David Thewlis, Gemma Clarke
Duração: 112 min
Direção: Louis Malle
Roteiro: David Hare, Josephine Hart
Elenco: Ian Bannen, Jeremy Irons, Juliette Binoche, Leslie Caron, Miranda Richardson, Rupert Graves, Peter Stormare, Leslie Caron, Jason Morell, David Thewlis, Gemma Clarke
Duração: 112 min


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